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Exames Trocados - Capítulo 01




      
''Quando eu pensar que aprendi a viver, terei aprendido a morrer''. - Leonardo da Vinci

  Em uma noite fria de terça-feira haviam poucas pessoas no restaurante Sheeran, o mais famoso e luxuoso da pequena cidade de Eastwood no sudoeste da Inglaterra era frequentado apenas pela elite, todos presentes ali faziam suas refeições calmamente e praticamente sussurravam para seu ou sua acompanhante enquanto escutavam uma banda de heavy metal, Black Soul, tocar uma música clássica sendo visível a expressão de tédio dos integrantes. Ava se levanta e caminha em direção ao banheiro assim que abre a porta do mesmo encontra um corpo caído sobre o chão, esse corpo era de Ed. Sheeran o dono do estabelecimento, por impulso começa a gritar fazendo com que todos se aproximassem e tentassem entender o que acontecia. Em questão de segundos o silêncio reina e uns olham para os outros apavorados até que um dos integrantes da banda pega rapidamente o celular para buscar por ajuda.
    Cerca de dez minutos depois consegue-se ouvir um barulho irritante de sirene se aproximando e profissionais invadindo a área. O corpo é retirado do local e em seguida um homem alto com uma criança no colo que tinha um cubo mágico nas mãos e armações um tanto grande para seu rosto se dirigiu à todos.

_Peço que fiquem dentro do restaurante, pois são suspeitos e devem prestar depoimento - falou diretamente e sem cerimônias.
_Você é o perito? - perguntou uma mulher baixinha com uma garotinha agarrada em suas pernas.
_Sou - respondeu.
_O que faz com a criança no colo? - questionou um homem que estava ao seu lado a abraçando de lado.
_É meu filho, não tinha com quem deixa-lo - sorriu de canto e arrastou o olho encontrando a sra: Hall , professora de filho, então o pôs no chão e o menino correu em direção a mesma que o recebeu com um abraço apertado e um grande sorriso em seu rosto.
   
        Tiveram de ficar no local até que tudo de necessário fosse feito e esse processo levou mais de horas o que deixou muita gente irritada, Ronald, o filho do perito brincava de um jogo qualquer com Ava e Amber, outros dormiam, enquanto Audrey e Louis se preocupavam com a filha que por enquanto dormia tranquila em seus braços mas devido a esquizofrenia poderia a qualquer momento provocar um caos e eles não tinham seus medicamentos em mãos. Alice e Zain junto aos outros dois integrantes da banda tentavam distrair quem ali estava com algumas músicas. Esses desconhecidos agora, tinham algo em comum o fato de serem suspeitos de um assassinato.
       Quando o sr: Payne volta pode-se reparar um sorriso transbordando alivio nos rostos cansados mesmo que a situação fosse angustiante e triste, o mesmo pediu para que no dia seguinte fossem prestar depoimento na delegacia e que todos fizessem um exame de DNA, porque tinha sido encontrado um pequeno fio de cabelo no casaco da vítima.
       Na manhã seguinte após o ocorrido Zain levantou cedo e decidiu que iria revelar a policia o que sabia de uma vez para ficar livre, caminhou até a delegacia que não era muito longe de sua casa, o interrogatório que fizeram foi longo, durando cerca de algumas horas, pode-se constatar que as tatuagens, o fato de tocar em uma banda e não levar uma vida muito intelectual em um ponto de vista geral o tornou um suspeito mais provável. Simplesmente é preconceito que faz parte de tudo em que fazemos e a todo momento, julgamos as pessoas ao nosso redor e também somos julgadas por elas, ao mesmo tempo desempenhamos o papel da vítima e do agente como em um jogo de ping pong.
     Voltando para casa encontrou Niall, um dos envolvidos na situação ele estava sentado na cauçada de uma mansão certamente onde ele morava. Foi ao seu encontro.

_E aí cara, beleza? - cumprimentou com um aperto de mãos.
_Beleza e você? Aliás, mandou muito bem ontem - disse.
_Estou sim. Obrigado. Já foi até lá? Ah, e como está sua mãe? - ofereceu-o um cigarro que acabara de tirar do bolso.
_Fui e como sabe que ela está presa? - pegou e acendeu-o  dando uma tragada em seguida.
_Uma cidade pequena mesmo que não queiramos, sabemos sobre a vida dos outros e ela é mãe do herdeiro Horan. Sabe, é bem valorizado - também acendeu sua droga.
_Não tenho contato com ela, lá dentro ela é vista como um caso perdido só não espalham isso por... Bem por ter sido uma das vadias do meu pai - era visível a insegurança nos olhos daquele jovem.
_Tenta olhar diferente para ela, da uma chance ela é sua mãe - tentou o confortar.
_Não parece, nunca demonstrou, sempre fui tratado como um caixa por ela. Mesmo que tenha sempre vivido com meu pai sempre recebeu pensão. Pelo menos antes de ir para cadeia - Niall é um verdadeiro exemplo da famosa frase de que dinheiro não traz felicidade.
_A vida não é um conto de fadas irmão - o moreno disse o alertando.
_Mas eu nunca disse que era - respondeu convincente e confuso.
_O medo transborda pelos seus olhos - retrucou e continuou a consumir o cigarro.
_Seres humanos tem medo - disse calmo.
_Sim, eles tem. Porém me refiro ao fato de... Por quê você joga o dinheiro do seu pai no lixo e não pensa no futuro? Tem que conquistar suas ambições com suas próprias mãos, ele não vai estar sempre aqui - ficou surpreso com o tanto que falou.
_Como sabe de tanto, sinto como se soube-se mais de mim do que eu mesmo - apagou o cigarro com a sola do tênis e o atirou na lixeira.
_Bater um papo contigo ontem e hoje já foi o suficiente - respirou fundo.
_Tem mais? - aquelas palavras ditas pelo amigo ou estranho afinal não se conheciam muito bem embaralharam-se em sua cabeça como um fio de celular no fundo da gaveta.
_Tem idade rapaz? - riu.
_Minutos atrás você me ofereceu e não questionou nada a respeito - desconversou.
_Qualquer coisa que aconteça as consequências serão problema seu - estendeu a caixa de cigarro.


...

E, aí? Tudo bem com vocês? Sei que teria de ficar satisfeita com o que eu posto, mas não sei, sabe, quero a opinião de vocês, em que eu posso melhorar? O que acharam, gostaram? Comentem pois quero saber. Me falem também do tamanho do capítulo. E bom, até o próximo capítulo. E não me apresentei, me chamo Joana Giacomelli, mas podem usar só Giacomelli ou qualquer coisa porque não vou muito com meu nome. Haha. Beijos amores!

                                                     

6 comentários:

  1. Oi! Tipo, adorei o capítulo <3 Mas você poderia ter dito um pouco mais de como estava a noite na morte do Ed,sabe? Pro leitor ir criando pistas e talz.
    Mas eu gostei mesmo. Apesar de não ser directioner, irei acompanhar :)
    Obg por me avisar o erro fatal das "Lauras" e "Laurens". Que morte horrível que foi para mim quando li sjhshjha MAS JÁ consertei....
    Beijos e posta logo!

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    1. Oi amorzinho! Eu vou tentar colocar esses detaches, em um flashback, bom, vou ver o q posso fazer aqui pra melhorar, agradeço a dica. Que nada, uma ajudando a outra! Beijos amore, vou tentar postar.

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    2. Hey! Só vim aqui pedir para tu não demorar para postar, blz? Eu realmente tõ curiosa :x :)

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  2. AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH
    CADE TU

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  3. Estou alegre por encontrar blogs como o seu, ao ler algumas coisas,
    reparei que tem aqui um bom blog, feito com carinho.Posso dizer que gostei do que li e desde já quero dar-lhe os parabéns, decerto que virei aqui mais vezes.
    Sou António Batalha.
    Que lhe deseja muitas felicidade e saúde em toda a sua casa.
    PS.Se desejar visite O Peregrino E Servo, e se o desejar siga, mas só se gostar, eu vou retribuir seguindo também o seu.
    http://peregrinoeservoantoniobatalha.blogspot.pt/

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